Mês: junho 2019

Revolução Pernambucana

Revolução Pernambucana

A Revolução Pernambucana (1817) foi uma rebelião fracassada que começou na cidade de Recife, no estado de Pernambuco.

Você já ouviu o termo “Revolução Pernambucana” e gostaria de saber mais sobre esse assunto, suas causas e de que maneira ele teve influência sobre a sociedade pernambucana e toda a sociedade brasileira em geral?

Pois as suas buscas terminaram! Aqui você irá encontrar as melhores informações a respeito do assunto, numa linguagem simples e acessível que lhe tornará possível ficar por dentro dessa que foi uma das mais emblemáticas rebeliões da história do Brasil e que ocorreu sob a égide das batalhas pela Independência do Brasil, que ocorreu em 1822.

Compreenda o que foi a Revolução Pernambucana

A Revolução Pernambucana (1817) foi uma rebelião fracassada que começou na cidade de Recife, no estado de Pernambuco, em 6 de março de 1817 e se espalhou pela região. Representou o desafio mais crítico para a autoridade portuguesa de qualquer revolta regional no final do período colonial no Brasil. Além de declarar a independência do Brasil e defender um sistema republicano de governo, a rebelião colocou forte ênfase no nacionalismo e nas liberdades individuais, conforme defendido pela filosofia iluminista. Tudo isso se concretizou em fortes confrontos entre os defensores dos ideais e aqueles que não aceitavam tal posicionamento das pessoas.

Sobre a rebelião

A rebelião que constituiu a Revolução Pernambucana foi planejada e executada por elites nativas (em grande parte plantadores) que se tornaram cada vez mais alienadas pelas restrições impostas pelo controle colonial da economia, e que também estudou e discutiu formas alternativas de governança nas sociedades secretas, como as lojas maçônicas, que começaram a se formar em todo o Brasil no final do século XVIII. Com efeito, a economia era forte, mas a colônia não permitia que as pessoas usufruíssem desses benefícios, levando toda a sociedade a um estágio de revolta ímpar que culminou na revolução ora citada.

Os problemas do comércio

O monopólio do comércio de algodão e os preços vacilantes do açúcar haviam reduzido os lucros das duas principais culturas de Pernambuco para os grandes proprietários, entre os quais havia muitos padres. Impostos e taxas cobradas sobre as importações aumentaram sua infelicidade. Os pobres, que tentariam colocar sua própria marca nos eventos que se desdobravam, haviam sido gravemente feridos por uma grande seca em 1816. Composto em grande parte por indivíduos de ascendência africana, essa população em particular havia experimentado a discriminação comum a todos esses grupos nas sociedades escravistas. Os conspiradores de elite da rebelião, quase todos brancos, continuavam cautelosos com a volatilidade desse grupo, especialmente dada a linguagem incendiária de liberdade que acompanhava muitas discussões sobre os ideais do Iluminismo.

Os combates da Revolução Pernambucana se iniciaram em 6 de março, com Recife facilmente conquistado. No dia seguinte foi instituído um governo provisório, com nomeações para os principais planeadores do movimento, como Domingos José Martins, o padre João Ubaldo Ribeiro, Manuel Correia de Araújo e José Luis de Mendonça. Desde o início, as diferenças filosóficas dividiram os membros do governo provisório. Embora conseguissem estabelecer contato com os promotores de um movimento similar na Paraíba; com simpatizantes no Ceará; e com aliados em Buenos Aires, nos Estados Unidos e na Inglaterra; grande parte da atividade que veio depois da rebelião sofreu com a desorganização e a falta de uma visão coerente. Além disso, a resposta do governo no Rio de Janeiro, que veio na forma de tropas terrestres e um bloqueio do porto em Recife, significava que os revolucionários tinham que dedicar toda sua atenção aos preparativos militares.

Depois de uma série de negociações em que o emissário militar do rei, o almirante Rodrigo Lobo, liderou, os revolucionários abandonaram o Recife em 19 de maio. Eles logo foram capturados, e o enforcamento e desmembramento de alguns dos líderes serviram como um aviso severo para aqueles que sonhavam em lançar um desafio similar ao controle colonial.

Essa data comemorativa traz lembranças doloridas, porém gratificantes, para a população pernambucana que nesse entremeio encontra uma parte importante de sua história.

Emancipação Política do Paraná

Emancipação Política do Paraná
No dia 19 de dezembro o povo paranaense possui uma data comemorativa extremamente significativa para celebrar com muito orgulho, que é a Emancipação Política do Paraná. Trata-se de uma data que marca a independência do Estado em relação à Província de São Paulo, à qual era juridicamente subordinado. Isso representou uma grande conquista para a sociedade porque trouxe mais autonomia e poder de desenvolvimento para a Província que mais tarde viria a se tornar um dos Estados mais prósperos do país.

Para conhecer melhor o processo de Emancipação Política e os resultados efetivos que isso trouxe para o Estado e o país, nossa equipe buscou as melhores informações sobre o assunto e trouxe em primeira mão, de forma resumida, para você que tem sede por conhecer a fundo as datas comemorativas celebradas no Brasil.

Por que a Província do Paraná se desligou da Província de São Paulo

Havia na história do Império do Brasil diversas batalhas pelo poder. Essas aconteciam em grande quantidade, colocando as províncias brasileiras em lados opostos, batalhando entre si. Eram os conflitos de interesse que permeavam a sociedade e a tornavam separatista por natureza. Assim aconteceu aquela que viria a ser um dos grandes motivos da separação entre a Província do Paraná e a Província de São Paulo: a Revolução Farroupilha, que por sua vez já era uma forma retaliação à participação da Província de São Paulo na Revolução Liberal de 1842.

Além disso, havia a motivação econômica que impulsionava os paranaenses a buscar a sua independência em relação a São Paulo. A região que viria a se tornar a Província do Paraná possuía vasta produção de erva-mate, o que gerava grandes lucros. Mas sendo subordinada à Província de São Paulo havia a obrigatoriedade de divisão dos lucros com a Província, o que desagradava a população da região em geral, especialmente os líderes regionais e os produtores.

E foram esses os principais eventos que levaram à Emancipação.

Historicidade da Emancipação Política do Paraná

Os eventos que precederam o processo de Emancipação Política do Paraná, conforme já citamos anteriormente, colocaram a Província de São Paulo e a região do Paraná em lados opostos. Isso se deu devido aos interesses dos líderes da Província e daqueles que defendiam que a região deveria se desmembrar de São Paulo para que experimentasse verdadeiro desenvolvimento econômico. E apesar de subordinada à Província de São Paulo, a região já não vinha aderindo aos mesmos ideais e nem comungando das mesmas ideias, o que desagradou também os líderes da Província. Na verdade, já era praticamente inevitável o processo de ruptura entre ambas, porque todos os eventos ora citados tornavam insustentável tal situação.

E foi assim que em 19 de dezembro de 1853 a Emancipação Política do Paraná se consumou, criando a mais nova Província do Império do Brasil naquela ocasião.

Os efeitos da Emancipação Política do Paraná

Quando vemos hoje o Estado do Paraná celebrando essa data comemorativa com imenso carinho e sentimento cívico podemos perceber o quão benéfico esse evento foi para a sociedade paranaense. E a isso ainda devemos somar o nível de desenvolvimento experimentado pelo Estado desde então, este que é um dos estados com maior qualidade de vida em todo o Brasil, reconhecido mundialmente por sua organização e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bastante elevado, além de diversos outros fatores.

Portanto, a única conclusão a que conseguimos chegar é que o processo de Emancipação Política do Paraná foi extremamente benéfico para a Província, que mais tarde tornou-se Estado, e para o Brasil em geral, que viu nascer ali uma Unidade da Federação forte e competitiva no mercado internacional.

Por outro lado, para a Província de São Paulo foi uma grande perda porque o poderio econômico da região se concentrou em outra Província, que não lhe rendia mais lucros com suas atividades.

Parabéns a todos os paranaenses pela passagem do aniversário de Emancipação Política do Paraná. O Brasil agradece por contar com um Estado forte e promissor em sua República.