Dia de Todos os Santos

Dia de Todos os Santos
O Dia de Todos os Santos é uma grande solenidade da Igreja Católica no Ocidente e no Oriente que tem como cunho principal celebrar a memória das pessoas que já faleceram, estão vivendo a bem aventurança no céu e não possuem canonização (ato de reconhecer a santidade da alma) concedida pela Igreja.

O que se pretende com isso é que a sociedade seja capaz de reconhecer a necessidade de dar honras a todas as pessoas que já venceram o combate na terra e agora podem gozar as alegrias eternas no céu.

O que é o Dia de Todos os Santos?

Anualmente a comemoração do Dia de Todos os Santos se dá em 1º de novembro, quando todos os santos – conhecidos e desconhecidos – são reconhecidos. O nome oficial da Igreja Católica Romana para o Dia de Todos os Santos é Solenidade do Dia de Todos os Santos.

No mundo cristão ocidental, essa data comemorativa em honra a todos os santos é celebrada em 1º de novembro.

A título de explicação, a palavra “santos” é usada de várias maneiras e nos mais diversos contextos. Pode se referir aos santos e às relíquias dos santos. Também pode se referir aos santuários nos quais as relíquias são mantidas.

O dia após o Dia de Todos os Santos, 2 de novembro, é o dia de finados, ou o dia das almas. Este feriado homenageia os fiéis que morreram, mas ainda não chegaram ao céu. No México e nos Estados Unidos, esta ocasião é mais conhecida como dia dos mortos.

História do Dia de Todos os Santos

No decorrer dos primeiros séculos, o crescente número de santos tornou cada vez mais difícil comemorar a festa de cada um deles porque o calendário já estava “apertado” para isso. Dias comemorativos anuais para o falecido já existiam no cristianismo antigo, mas não para a comemoração dos santos. Na Igreja Oriental, desde o início do século IV, há um Dia de Todos os Santos explícito, que foi comemorado como o Dia do Senhor de Todos os Santos no primeiro domingo após o Pentecostes. Na Igreja Ocidental o Papa Bonifácio IV consagrou esse dia em 13 de maio de 609 ou 610, dia anteriormente dedicado a todos os deuses de Roma, Panteão da Virgem Maria e de todos os mártires (Santa Maria dos Mártires) e ordenou uma celebração anual, primeiro na sexta-feira depois da Páscoa, como o festival é fortemente influenciado pela Páscoa e pelo mistério pascal.

O Papa Gregório III, mais de cem anos depois, em uma capela na Basílica de São Pedro, consagrou as festividades do Santos em 1º de novembro para a cidade de Roma. No final do século VIII do festival, especialmente na França, o dia 1º de novembro também passou a ser reconhecido como o Dia de Todos os Santos e a data gradualmente se espalhou por toda a Igreja Ocidental até que o Papa Gregório IV, em 835, declarou o dia 1º de novembro como data oficial da celebração para a Igreja Ocidental.

E foi desde então que esse costume foi se enraizando e se proliferando por todos os lugares do planeta, trazendo mais uniformidade a essa solenidade na Igreja em todo o mundo.

Relação com o Dia dos Fieis Defuntos

Como dito anteriormente, já havia na antiguidade um dia dedicado à memória dos mortos, que não costumava ser uniforme em todo o mundo. As pessoas tinham o costume de celebrar a memória dos falecidos em dias distintos, de acordo com a cultura de cada local. Entretanto, isso não significava uma comemoração dos Santos.

Como a ideia da morte remete o ser humano à teoria de uma vida após a morte e a esperança de adentrar os céus e compor o quadro dos bem aventurados, terminou-se por se chegar à conclusão de que essa festa deveria estar ligada à de todos os santos, pois as almas dos fieis defuntos é que já estão aptas a se tornar santas.

Nesse Dia de Todos os Santos queremos prestar homenagens a todos os homens e mulheres que se esforçaram por cumprir a vontade de Deus e no tempo certo foram para a casa do Pai, onde vivem hoje a plenitude da graça e da paz.