Emancipação de Alagoas

Você deseja saber como se deu o processo de Emancipação de Alagoas e quais efeitos práticos isso trouxe para a República do Brasil? Pois aqui irá encontrar as respostas para essas dúvidas, de forma que o assunto não seja mais algo desconhecido para você.

Toda a historicidade que envolve esse tema dá a ele importante significado e o posto de uma das mais relevantes histórias de emancipação entre os estados brasileiros.

Viaje com a gente nesse enredo que fala sobre uma das datas comemorativas mais emblemáticas para a população alagoana e também para todo o povo brasileiro!

Quantos dias faltam para o dia da comemoração da emancipação de Alagoas em 2020?
hoje é .
O dia da emancipação de Alagoas é comemorado dia 16 de setembro.
A partir de hoje Faltam 307 dias para as comemorações da Emancipação de Alagoas 2020
16 de Setembro Emancipação de Alagoas
Setembro 2020
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07: Independência do Brasil
13: Criação do Território do Amapá
22: Início da primavera
Legenda Feriados Nacionais  Feriados Nacionais

A punição imposta ao povo de Pernambuco

Para se compreender por que estamos falando sobre a Emancipação de Alagoas como uma “punição” imposta ao povo pernambucano devemos nos remeter ao Brasil Colônia, quando foi criada a Capitania de Pernambuco. Esse foi o período das Capitanias hereditárias, um sistema administrativo adotado pela Coroa Portuguesa no Brasil em 1534 para tentar tornar menos complexo o controle da colônia que desde o princípio tinha proporções geométricas.

Pois bem! O território que hoje pertence ao Estado de Alagoas fazia parte da Capitania de Pernambuco, sendo um espaço excelente para o cultivo da cana-de-açúcar, uma das maiores riquezas daquela época.

Ocorre que os pernambucanos, insatisfeitos com os rumos que o Império estava dando para a população, iniciaram um movimento de separação, em que exigiam seu desvinculamento da Coroa. O Rei Dom João VI, inconformado com isso, decidiu tomar algumas medidas em retaliação, como forma de punição pelo que considerou uma tentativa de golpe. Dentre essas estava a retirada do território de Alagoas da Capitania, posto que isso lhes seria um duro golpe, já que as terras eram férteis para a produção da cana-de-açúcar. E foi assim, em meio a todas essas dificuldades, que teve início o processo de Emancipação de Alagoas.

A assinatura do Decreto e os seus desdobramentos

Foi no ano de 1817 que o Rei Dom João VI assinou e promulgou o Decreto que consagrava a Emancipação de Alagoas. Entretanto, uma falha na elaboração causou problemas ao povo pernambucano e ao alagoano: a fixação de limites entre uma Unidade e outra, o que precisou ser resolvido diplomaticamente para evitar mais rusgas entre as populações de cada um. Pernambuco não se conformava com a perda de uma parte de seu território e Alagoas, por sua vez, já sentia o quanto lhe seria benéfico se desvencilhar de seu agora vizinho. Mas os limites foram postos e cada qual pode então seguir o seu caminho, fazendo com que a população alagoana passasse a ter a alegria de contar com seu próprio território, tendo então historicamente o dia 16 de setembro como a data que recorda o seu grito de independência.

Por isso nesse dia muitas comemorações são feitas e as pessoas costumam festejar nas ruas e nas escolas, dando ao Estado todo o seu reconhecimento e carinho pelas conquistas obtidas no decorrer do tempo.

Infelizmente não há muito o que se comemorar

Quando analisamos friamente os números do Estado, infelizmente vemos que a Emancipação de Alagoas não ajudou a resolver problemas sociais que são históricos, como os baixos índices de desenvolvimento humano, os péssimos resultados educacionais e a falta de políticas públicas para a população mais carente, um fator que prejudica muito a redução da desigualdade social. É verdade que muito tem sido feito nesse sentido, mas os resultados efetivos ainda continuam muito aquém.

Por isso, chegando as comemorações da Emancipação de Alagoas, nossos votos são no sentido de que a vida da população alagoana melhore substancialmente, para que o Estado se desenvolva e não mais seja visto como uma unidade que oferece condições de vida abaixo da média para a sua população.