Festa de Iemanjá

Festa de Iemanjá
Uma das datas comemorativas mais significativas para os seguidores do Candomblé, da Umbanda e de diversas outras religiões de matriz africana no Brasil, a Festa de Iemanjá é de grande importância, tanto que ela está listada no calendário da Bahia, terra onde a religião possui mais força, mas se estende por todo o Brasil, levando as bênçãos da “Rainha das águas” para todos os brasileiros. Trata-se de uma excelente maneira de se desenvolver  fé, pois essa comemoração é eminentemente espiritual.

E para honrar a memória secular que traz reconhecimento para ela, decidimos criar esse artigo, em que iremos nos ater a falar a respeito da Festa de Iemanjá.

Falando sobre o dia da Festa de Iemanjá

Queremos que você compreenda a que se refere essa comemoração que estamos falando e por isso queremos nos aprofundar um pouco mais no assunto.

No dia 2 de fevereiro celebramos o dia de Iemanjá, um orixá Africano – ancestrais africanos divinizados que correspondem às manifestações das forças da natureza – associadas aos rios e mares. Iemanjá é conhecida por ser a mãe de quase todos os orixás e representa a fertilidade. Ela é reverenciada por crentes de várias religiões de matriz africana, especialmente o candomblé e a umbanda, onde seus feitos são reconhecidos e sua memória relembrada com imenso amor da parte de todos os crentes.

Para a comemoração desse dia, os devotos descem na Praia Rio Vermelho pela manhã, onde são realizadas cerimônias para abençoar oferendas de flores, bolos, efígies e frascos de perfume. O festival de rua que se segue vai até a noite e está repleto de pessoas e algumas das melhores bandas de Salvador.

Os festejos relacionados à Festa de Iemanjá, aliás, não são referentes a apenas um dia. Devido ao imenso amor que as pessoas têm pela Deusa das Águas, normalmente as celebrações em sua memória são feitas por vários e vários dias, levando pessoas de todas as idades, raças e credos a se dirigirem aos terreiros e centros para compartilhar das graças e bênçãos de luz que acreditam serem derramadas sobre a vida daqueles que a invocam com fé e devoção.

Como tudo começou?

A tradição atual começou na década de 1920 quando um grupo de pescadores decidiu oferecer presentes para a “mãe das águas”, com a expectativa de que ela iria resolver o problema da escassez de peixe na região. A tradição cresceu e ganhou força na década de 1930. A data da comemoração da Festa de Iemanjá, no entanto, só foi oficializada na década de 1950, quando o envio das ofertas veio a se chamar Festa de Iemanja (Partido Yemanjá).

De acordo com a lenda, Iemanjá é conhecida por sua vaidade como senhora soberana das águas. Portanto, espelhos, perfumes, flores, pentes e colares estão entre os presentes comuns enviados à Rainha do Mar no dia 2 de fevereiro (e também no dia 31 de dezembro). Atualmente, as flores são mais comuns para evitar a poluição ambiental, pois as oferendas são jogadas no oceano. Em troca, as pessoas esperam obter boas energias, proteção aos pescadores e abundância de peixes. Muitas pessoas também vão para a praia para agradecer à Deusa pelas bênçãos recebidas.

A associação com Nossa Senhora, a Mãe de Jesus

Os seguidores das religiões de matriz africana tratam a Festa de Iemanjá como uma das tantas memórias de Maria, a Mãe de Jesus, embora não haja reconhecimento da Igreja Católica Romana sobre o tema. A afirmação, na verdade, faz sentido, pois Nossa Senhora surge invocada sob diversos nomes e com as mais variadas atuações na vida das pessoas. No caso de Iemanjá, as religiões africanas acreditam tratar-se da toda poderosa das águas, que comanda esse elemento natural e protege os navegantes, dentre outras coisas.

A figura de Iemanjá é tão forte na cultura brasileira que ela se tornou um ícone da cultura popular. Indo além das crenças religiosas, ela é representada em muitos produtos culturais, especialmente na literatura e na música.

Por isso, nesse dia da Festa de Iemanjá queremos manifestar nosso carinho e respeito por essa Orixá, de imensa atuação na vida das pessoas que nela creem.