Categoria: Festa Cristã

Dia de Todos os Santos

O Dia de Todos os Santos é uma grande solenidade da Igreja Católica no Ocidente e no Oriente que tem como cunho principal celebrar a memória das pessoas que já faleceram, estão vivendo a bem aventurança no céu e não possuem canonização (ato de reconhecer a santidade da alma) concedida pela Igreja.

O que se pretende com isso é que a sociedade seja capaz de reconhecer a necessidade de dar honras a todas as pessoas que já venceram o combate na terra e agora podem gozar as alegrias eternas no céu.

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O dia de Todos os Santos é celebrado dia 01 novembro.
Faltam 383 dias para o dia de Todos os Santos de 2020
Dia de Todos os Santos
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O que é o Dia de Todos os Santos?

Anualmente a comemoração do Dia de Todos os Santos se dá em 1º de novembro, quando todos os santos – conhecidos e desconhecidos – são reconhecidos. O nome oficial da Igreja Católica Romana é Solenidade do Dia de Todos os Santos.

No mundo cristão ocidental, essa data comemorativa em honra a todos os santos é celebrada em 1º de novembro.

A título de explicação, a palavra “santos” é usada de várias maneiras e nos mais diversos contextos. Pode se referir aos santos e às relíquias dos santos. Também pode se referir aos santuários nos quais as relíquias são mantidas.

O dia após o Dia de Todos os Santos, 2 de novembro, é o dia de finados, ou o dia das almas. Este feriado homenageia os fiéis que morreram, mas ainda não chegaram ao céu. No México e nos Estados Unidos, esta ocasião é mais conhecida como dia dos mortos.

História do Dia de Todos os Santos

No decorrer dos primeiros séculos, o crescente número de santos tornou cada vez mais difícil comemorar a festa de cada um deles porque o calendário já estava “apertado” para isso. Dias comemorativos anuais para o falecido já existiam no cristianismo antigo, mas não para a comemoração dos santos. Na Igreja Oriental, desde o início do século IV, há um Dia de Todos os Santos explícito, que foi comemorado como o Dia do Senhor de Todos os Santos no primeiro domingo após o Pentecostes. Na Igreja Ocidental o Papa Bonifácio IV consagrou esse dia em 13 de maio de 609 ou 610, dia anteriormente dedicado a todos os deuses de Roma, Panteão da Virgem Maria e de todos os mártires (Santa Maria dos Mártires) e ordenou uma celebração anual, primeiro na sexta-feira depois da Páscoa, como o festival é fortemente influenciado pela Páscoa e pelo mistério pascal.

O Papa Gregório III, mais de cem anos depois, em uma capela na Basílica de São Pedro, consagrou as festividades do Santos em 1º de novembro para a cidade de Roma. No final do século VIII do festival, especialmente na França, o dia 1º de novembro também passou a ser reconhecido como o Dia de Todos os Santos e a data gradualmente se espalhou por toda a Igreja Ocidental até que o Papa Gregório IV, em 835, declarou o dia 1º de novembro como data oficial da celebração para a Igreja Ocidental.

E foi desde então que esse costume foi se enraizando e se proliferando por todos os lugares do planeta, trazendo mais uniformidade a essa solenidade na Igreja em todo o mundo.

Relação com o Dia dos Fieis Defuntos

Como dito anteriormente, já havia na antiguidade um dia dedicado à memória dos mortos, que não costumava ser uniforme em todo o mundo. As pessoas tinham o costume de celebrar a memória dos falecidos em dias distintos, de acordo com a cultura de cada local. Entretanto, isso não significava uma comemoração dos Santos.

Como a ideia da morte remete o ser humano à teoria de uma vida após a morte e a esperança de adentrar os céus e compor o quadro dos bem aventurados, terminou-se por se chegar à conclusão de que essa festa deveria estar ligada à de todos os santos, pois as almas dos fieis defuntos é que já estão aptas a se tornar santas.

Nesse Dia de Todos os Santos 2020 queremos prestar homenagens a todos os homens e mulheres que se esforçaram por cumprir a vontade de Deus e no tempo certo foram para a casa do Pai, onde vivem hoje a plenitude da graça e da paz.

Círio De Nazaré

O Círio de Nazaré, uma das maiores festas religiosas comemoradas no Brasil em honra de Nossa Senhora de Nazaré, é uma data comemorativa do calendário do Estado do Pará e acontece na cidade de Belém.

Essa é uma tradição católica que já dura mais de dois séculos em prol do amor e devoção que as pessoas costumam ter com a Mãe de Jesus. Por isso não somente os católicos, mas também todas as pessoas que admiram e amam a Mãe do Senhor a comemoram com imenso amor e carinho.

Para você que está a busca de maiores informações sobre o Círio de Nazaré a fim de programar uma viagem, fazer algum trabalho ou qualquer finalidade que seja, nossa equipe buscou as melhores informações para lhe apresentar.

Quantos dias faltam para o dia do Círio de Nazaré 2020?
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O Círio de Nazaré é celebrado no 2º domingo de outubro.
Faltam 362 dias para o dia do Círio de Nazaré 2020
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A lenda de Nazaré

Essa lenda nos explica como nasceu a devoção a Nossa Senhora de Nazaré e dá pistas de por que surgiu a celebração do Círio de Nazaré na cidade de Belém, no Pará.

A lenda da Nazaré conta que, no início da manhã de 14 de setembro de 1182, Dom Fuas Roupinho alcalde do Porto de Mós, Portugal, estava caçando em seu domínio, perto da costa, quando viu um cervo que imediatamente começou a perseguir. De repente, uma névoa pesada subiu do mar. O cervo correu para o topo de um penhasco e Dom Fuas no meio do nevoeiro se perdeu de seus companheiros. Quando ele percebeu que estava na beira do penhasco, reconheceu o lugar. Ele estava ao lado de uma pequena gruta onde uma estátua de Nossa Senhora com o Enfant era venerada. Assim ele orou em voz alta Nossa Senhora, suplicando: “Me ajude”. De repente, o cavalo miraculosamente parou no final de um ponto rochoso suspenso sobre o vazio, o Bico do Milagre, salvando assim o cavaleiro e sua montaria de uma queda de mais de 100 metros, uma queda que certamente teria causado sua morte.

Dom Fuas desmontou e desceu à gruta para rezar e agradecer pelo milagre. Então ordenou a seus companheiros que trouxessem maçons para construir uma pequena capela sobre a gruta, para que a imagem milagrosa pudesse ser facilmente venerada por todos e como um memorial ao milagre que a salvou. Então, antes de murchar a gruta, os maçons destruíram o altar existente, onde entre as pedras encontraram um baú de marfim contendo algumas relíquias e um velho pergaminho descrevendo a história da pequena estátua de madeira, uma palma alta, de Nossa Senhora sentada amamentando o bebê Jesus, este sentado sua perna esquerda.

Como a imagem chegou até Dom Fuas

Segundo o pergaminho, a estátua deve ter sido venerada desde o início do cristianismo em Nazaré, na Palestina. Foi resgatado dos iconoclastas no quinto século pelo monge Ciriaco. Foi ele quem a trouxe para a Ibéria, para o mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, onde permaneceu até 711, ano da batalha de Guadarete, quando as forças cristãs foram derrotadas pelo exército invasor mourisco vindo do norte da África.

Quando as notícias da derrota chegaram a Mérida, os frades de Cauliniana se prepararam para deixar seu mosteiro. Enquanto isso, o rei derrotado, Roderic, conseguiu fugir sozinho do campo de batalha e disfarçado de mendigo pediu anonimamente abrigo no mosteiro. Quando ele pediu a um dos frades, Frei Romano, para ouvi-lo em confissão, ele teve que dizer quem ele realmente era. Então o frade sugeriu que fugissem levando consigo uma antiga e santa imagem de Maria com o Enfant venerado no mosteiro.

Assim, a estátua de Nossa Senhora da Nazaré, que recebeu o nome da aldeia na Terra Santa, onde foi venerada pela primeira vez, foi trazida pelo frade Romano e pelo rei Roderic para a costa do Atlântico. Quando chegaram ao seu destino, instalaram-se numa ermida vazia no topo de uma colina rochosa, o Monte de S. Bartolomeu, e lá ficaram por alguns dias. Eles então decidiram separar-se e viver sozinhos como eremitas. O frade pegou a imagem e instalou-se numa pequena gruta, à beira de um penhasco sobre o mar, junto à colina onde o rei continuava vivo.

Um ano se passou e Roderic decidiu deixar a região. Frei Romano ficou em sua ermida acima do mar até a morte. A estátua sagrada, uma Senhora Negra, permaneceu no altar onde a deixou até 1182, quando Dom Fuas, após o milagre, a transferiu para a capela construída sobre a gruta como um memorial ao evento que salvou sua vida. Assim, a capela ainda existente recebeu o nome de Capela da Memória.

Daí em diante já sabemos qual o resultado de tal atividade, pois daí surgiu a grande devoção que o povo paraense tem e demonstra nas celebrações do Círio de Nazaré!