Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Em 03 de outubro a sociedade do Rio Grande do Norte tem a oportunidade de relembrar a memória dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, que tem uma belíssima história de luta pela defesa dos seus ideais religiosos que em breve iremos indicar quais foram.

Inicialmente, no entanto, temos a obrigação de informar que havia nessa história uma disputa política e social, mas também havia uma roupagem religiosa, já que estava acontecendo uma dificuldade de convivência entre os católicos e os protestantes de origem calvinista. As coisas se desenrolaram de maneira errada e terminaram culminando na morte de mais de 80 pessoas em ataques covardes e cruéis que aconteceram nas duas cidades em dias distintos.

Conheça mais sobre a história dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu e descubra como essa história trágica aconteceu e quais foram os seus resultados.

Quantos dias faltam para o dia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu 2020?
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O dia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu é comemorado dia 03 de outubro.
Faltam 324 dias para o dia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu 2020
03 de outubro dia Mártires de Cunhaú e Uruaçu
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03: Mártires de Cunhaú e Uruaçu
12: Nsa. Sra. Aparecida
15: Dia dos Professores
17: Dia do Comércio
28: Dia do Servidor Público

Sobre o martírio

Para aqueles que não compreendem bem o que é martírio, iremos deixar aqui uma breve definição a fim de que tenham clareza sobre o que representa essa data comemorativa para a população do Rio Grande do Norte.

Martírio é o sofrimento, o tormento e/ ou a morte que uma pessoa sofre por causa de sua religião ou dos seus ideais. A pessoa que morre para defender uma causa é chamada de mártir. Sua morte é vista como um sacrifício que permite testemunhar sobre sua fé ou ideal. Conforme dissemos, a história dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu está ligada à religiosidade e por isso esse termo é apropriado para o utilizarmos.

A invasão holandesa

O início de toda essa história se deu quando os holandeses decidiram invadir o Nordeste brasileiro para exigir o pagamento dos empréstimos feitos aos portugueses pela Holanda para que esses pudessem construir engenhos na região. Eles chegaram e começaram a estabelecer moradia, sendo bastante duros com os portugueses que viviam no Nordeste.

O Estado do Rio Grande do Norte era predominantemente católico e foi tomado pelos holandeses, passando estes a comandar todo o Estado. Mas os holandeses não comungavam da mesma fé que o povo potiguar. Suas raízes eram fincadas no protestantismo e numa corrente bastante radical, que era a dos seguidores de Calvino, que julgava que a verdadeira doutrina deveria ser ensinada a qualquer custo, ainda que para isso precisasse sacrificar os “inimigos da fé”. A teoria dava voz a algo que em muito se assemelhava a uma inquisição protestante, que pouco depois culminaria na execução dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, pessoas que sofreriam um cruel ataque por questões de intolerância religiosa, que desde aquela época já eram comuns na humanidade.

O exercício da fé e os ataques dos holandeses

Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu eram cristãos católicos (homens e mulheres) que estavam lutando pelo seu direito ao culto, pois os holandeses procuravam dificultar seu acesso à prática da fé. Eles costumavam se reunir para celebrar a Eucaristia, que é o ponto central da fé católica, e foi num desses momentos que aconteceram os dois ataques.

O primeiro deles foi no engenho de Cunhaú. No momento da Missa, quando o Padre elevou a hóstia para consagração, as portas da capela foram fechada e lá dentro ocorreu a chacina.

O segundo ataque foi na comunidade de Uruaçu, cerca de três meses após o primeiro ataque. Nesse, segundo os relatos, houve maior crueldade com pessoas de ambos os sexos, fossem adultos ou crianças. E o Padre celebrante foi o mais torturado.

Tratou-se realmente de uma ação covarde que atingiu e cheio as pessoas que eram inocentes nas cobranças de dívidas alegadas pelos holandeses.

Motivos apresentados para os ataques

O que se apresentava como motivação para as invasões e ataques com requintes de crueldade era a cobrança de dívidas dos portugueses com a Holanda. Mas o que se viu na verdade foi uma perseguição religiosa sem precedentes e o extermínio de pessoas simplesmente porque eram de uma confissão religiosa contrária.

E foi assim que se deu a trágica história do sacrifício dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, essa data comemorativa que todos os anos a sociedade potiguar celebra relembrando uma parte de sua história que jamais deve se repetir novamente.