Revolução Pernambucana

Você já ouviu o termo “Revolução Pernambucana” e gostaria de saber mais sobre esse assunto, suas causas e de que maneira ele teve influência sobre a sociedade pernambucana e toda a sociedade brasileira em geral?

Pois as suas buscas terminaram! Aqui você irá encontrar as melhores informações a respeito do assunto, numa linguagem simples e acessível que lhe tornará possível ficar por dentro dessa que foi uma das mais emblemáticas rebeliões da história do Brasil e que ocorreu sob a égide das batalhas pela Independência do Brasil, que ocorreu em 1822.

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O dia Revolução Pernambucana é comemorado dia 6 de março.
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Revolução Pernambucana
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20: Início do outono

Compreenda o que foi a Revolução Pernambucana

A Revolução Pernambucana (1817) foi uma rebelião fracassada que começou na cidade de Recife, no estado de Pernambuco, em 6 de março de 1817 e se espalhou pela região. Representou o desafio mais crítico para a autoridade portuguesa de qualquer revolta regional no final do período colonial no Brasil. Além de declarar a independência do Brasil e defender um sistema republicano de governo, a rebelião colocou forte ênfase no nacionalismo e nas liberdades individuais, conforme defendido pela filosofia iluminista. Tudo isso se concretizou em fortes confrontos entre os defensores dos ideais e aqueles que não aceitavam tal posicionamento das pessoas.

Sobre a rebelião

A rebelião que constituiu a Revolução Pernambucana foi planejada e executada por elites nativas (em grande parte plantadores) que se tornaram cada vez mais alienadas pelas restrições impostas pelo controle colonial da economia, e que também estudou e discutiu formas alternativas de governança nas sociedades secretas, como as lojas maçônicas, que começaram a se formar em todo o Brasil no final do século XVIII. Com efeito, a economia era forte, mas a colônia não permitia que as pessoas usufruíssem desses benefícios, levando toda a sociedade a um estágio de revolta ímpar que culminou na revolução ora citada.

Os problemas do comércio

O monopólio do comércio de algodão e os preços vacilantes do açúcar haviam reduzido os lucros das duas principais culturas de Pernambuco para os grandes proprietários, entre os quais havia muitos padres. Impostos e taxas cobradas sobre as importações aumentaram sua infelicidade. Os pobres, que tentariam colocar sua própria marca nos eventos que se desdobravam, haviam sido gravemente feridos por uma grande seca em 1816. Composto em grande parte por indivíduos de ascendência africana, essa população em particular havia experimentado a discriminação comum a todos esses grupos nas sociedades escravistas. Os conspiradores de elite da rebelião, quase todos brancos, continuavam cautelosos com a volatilidade desse grupo, especialmente dada a linguagem incendiária de liberdade que acompanhava muitas discussões sobre os ideais do Iluminismo.

Os combates da Revolução Pernambucana se iniciaram em 6 de março, com Recife facilmente conquistado. No dia seguinte foi instituído um governo provisório, com nomeações para os principais planeadores do movimento, como Domingos José Martins, o padre João Ubaldo Ribeiro, Manuel Correia de Araújo e José Luis de Mendonça. Desde o início, as diferenças filosóficas dividiram os membros do governo provisório. Embora conseguissem estabelecer contato com os promotores de um movimento similar na Paraíba; com simpatizantes no Ceará; e com aliados em Buenos Aires, nos Estados Unidos e na Inglaterra; grande parte da atividade que veio depois da rebelião sofreu com a desorganização e a falta de uma visão coerente. Além disso, a resposta do governo no Rio de Janeiro, que veio na forma de tropas terrestres e um bloqueio do porto em Recife, significava que os revolucionários tinham que dedicar toda sua atenção aos preparativos militares.

Depois de uma série de negociações em que o emissário militar do rei, o almirante Rodrigo Lobo, liderou, os revolucionários abandonaram o Recife em 19 de maio. Eles logo foram capturados, e o enforcamento e desmembramento de alguns dos líderes serviram como um aviso severo para aqueles que sonhavam em lançar um desafio similar ao controle colonial.

Essa data comemorativa traz lembranças doloridas, porém gratificantes, para a população pernambucana que nesse entremeio encontra uma parte importante de sua história.